Uma imagem bem típica da nossa Beira-Baixa: as alfazemas, em primeiro plano, com um pomar de cerejeiras ao fundo.
Uma imagem bem típica da nossa Beira-Baixa: as alfazemas, em primeiro plano, com um pomar de cerejeiras ao fundo.
Entretanto, e como nem só de cerejas vive o homem, nestas semana que passou ainda continuámos bastante atarefados de volta dos pessegueiros, a acabar as últimas mondas.
Esta foi a primeira cerejinha da temporada, e por isso tem honras de fotografia em primeiro plano. Foi uma das poucas de entre as mais adiantadas que se safaram das chuvas dos últimos dias.
O aspecto já é bonito mas, neste caso, são só os olhos que comem. Este primeiro lote ainda não está no ponto. Precisa ainda de mais uns dias de Sol.
O Sol já voltou a brilhar, mas o mau tempo da semana passada deixou as suas marcas. Estavam tão bonitas…
E porque as conversas são como as cerejas, o nosso Professor Agricultor estará hoje na Madeira em amena cavaqueira sobre um Senhor que (suspeitamos) seria concerteza um bom apreciador da nossa ginjinha.
E assim vão as nossas cerejinhas. Acompanhamo-las todos os dias e, como quaisquer pais babados, vamos acompanhando o crescimento delas para que não lhes falte nada. Daqui por mais uma semaninha já vão começar a ganhar cor.
Dá gosto vê-las crescer!
Agora os pomares já estão bem verdinhos, e a flor deu lugar ao fruto, mas estas cores ainda permanecem na nossa memória…
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Há uma ou duas dúzias de anos atrás a agricultura ainda era vista como uma actividade em declínio, quase em extinção. Aprendíamos nos bancos da escola a classificá-la como sector primário da economia e, para muitos, essa classificação trazia consigo em sentido pejorativo, tomando-se o “primário” como sinónimo de atrasado. Hoje tudo mudou.
Hoje a agricultura está na moda e uma das regiões mais interiores do nosso país, a nossa querida Beira-Baixa, começa a dar que falar. A “Cereja do Fundão” é já uma marca nacional e a Cerfundão é um caso de estudo no Mercator (livro de leitura obrigatória para qualquer estudante de marketing). Ora, a Quinta da Porta também já tem dado que falar: primeiro com uma
reportagem na revista Exame, que apareceu depois no on-line do Expresso; depois foram os nossos Sabões de Azeite, que mereceram a atenção da RTP por duas vezes (aqui, no minuto 20′ e aqui, minuto 16′) e da TSF, com honras de noticiário; pelo caminho várias outras notícias de que por aqui fomos dando conta. E agora esta grande reportagem da MARKETEER que, obviamente, nos enche de orgulho. É sinal que estamos no “mercado” e que estamos a conseguir levar as nossas ideias para fora das vedações da Quinta.
O nosso muito obrigado a todos aqueles que nos deram a oportunidade de provar os nossos produtos. Bem hajam!
À vista desarmada não nos apercebemos, mas a verdade é que nos pomares está sempre tudo em constante mudança. De uma semana para a outra, quase sem darmos por isso, tudo muda. Aqui, com uma semana de diferença entre estas duas fotografias, as variações são claras. Na fotografia da direita (mais antiga) vemos um lado do pomar já em floração, enquanto que as cerejeiras do lado esquerdo ainda estão a começar a acordar da dormência do Inverno. Uma semana depois (na foto abaixo), o cenário é completamente
diferente. Numas já terminou o período de floração e começa o vingamento dos frutos, enquanto que nas outras, ainda domina o branco das flores. A explicação para este fenómeno é muito simples: tratam-se de cerejeiras de variedades diferentes.